
Tornar-se invisível sempre foi um sonho de criança. No início eu gostava apenas de imitar a feiticeira,ou a Jeane é um gênio, cheias de possibilidades, dentre elas a de sumir nas situações de medo, de monstros e de problemas.
A incrível capacidade de reaparecer intacta fazia dela uma heroína, pois enquanto permanecia invisível era possível planejar ações, sem pressão, nem fantasmas.
Mais tarde, na adolescência, veio a vontade de possuir o mesmo talento, mas dessa vez para entrar em aeroportos e viajar o mundo sem pagar, "pegar emprestado" dinheiro de bancos e comprar roupas e objetos caros, matar bandidos e salvar mocinhas, quase como no filme Jumper.
Na vida adulta o sonho da invisibilidade pareceu finalmente se materializar. Infelizmente, nem sempre como na fantasia dos filmes e dos desenhos animados. Seria mais ou menos como aquela sensação de falar e não ser ouvida, de aparecer e não ser vista.
Hoje, numa conversa com meu filho Guilherme surgiu a idéia de escrever esse texto e
pensar que poderia ser tão bom ser invisível de vez enquando, só assim vc poderia descobrir, se aquele amigo é seu amigo mesmo, se tem alguem que fala de vc quando vc não está, as vezes podemos nos dar conta ate que o mundo é cruel, mas tem coisas que é muito bom pagar pra ver!
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